Caso de PolíciaPolítica

Ibaneis Rocha falta à oitiva da CPMI e é convocado formalmente por fraudes no BRB

© José Cruz/Agência Brasil
© José Cruz/Agência Brasil

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à oitiva marcada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado na terça-feira, 7 de abril de 2026, em Brasília. Autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a faltar, Rocha levou o colegiado a aprovar sua convocação formal, intensificando as investigações sobre negociações do Banco de Brasília (BRB) para adquirir o Banco Master, negócio barrado pelo Banco Central devido a fraudes. O presidente da CPMI, Fabiano Contarato (PT-ES), e o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) destacaram a necessidade de esclarecimentos, enquanto o ministro André Mendonça, do STF, concedeu a permissão para ausência em decisão publicada em 2 de abril de 2026.

Ausência autorizada e reação da CPMI

A convocação de Ibaneis Rocha foi aprovada pela CPMI em 31 de março de 2026, mas o ex-governador obteve aval do STF para não comparecer à sessão inicial. Essa decisão gerou reações imediatas no colegiado, que optou por formalizar uma nova convocação para garantir sua presença. O foco das investigações recai sobre as negociações do BRB com o Banco Master, impedidas pelo Banco Central, que identificou irregularidades e as encaminhou à Polícia Federal.

A CPMI busca esclarecimentos detalhados sobre o papel de Rocha nessas tratativas, consideradas suspeitas de fraudes. Membros da comissão enfatizaram a importância de tratar todos igualmente perante a lei, independentemente de posição social ou política.

Declarações do presidente da comissão

Fabiano Contarato, presidente da CPMI, criticou desigualdades no sistema jurídico brasileiro durante a sessão. Ele destacou como as leis parecem funcionar de forma mais rigorosa contra certos grupos sociais.

“Todos somos iguais perante a lei, independentemente de raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Só que, no Brasil, uns são mais iguais que outros”.
“Quando é para agir de forma contundente contra pobre e preto, vale tudo. As leis funcionam, o Código de Processo Penal funciona, o Código Penal funciona, a Lei de Execução Penal funciona. Às vezes, no pobre, nem à segunda instância vai. É transitado e julgado em primeira instância.”

Contarato reforçou o compromisso da CPMI em investigar com isenção e responsabilidade, afirmando que ninguém está acima da lei.

“A população tem que entender que a CPMI está tentando, e tentando com toda a isenção e responsabilidade, tanto da parte do relator quanto da minha parte, enquanto presidente, que a gente apure. Ninguém está acima da lei”.

Implicações para as investigações

A ausência de Ibaneis Rocha na oitiva inicial pode prolongar as apurações da CPMI do Crime Organizado, que analisa possíveis irregularidades em transações financeiras. Com a convocação formal aprovada, espera-se que Rocha preste depoimento em data futura, contribuindo para elucidar as fraudes investigadas. O caso destaca tensões entre poderes, com o STF intervindo em processos parlamentares, e reforça debates sobre transparência em negociações bancárias no Distrito Federal.

Notícias relacionadas

BrasilPolítica

MDB declara neutralidade nas eleições presidenciais de 2026

A executiva nacional do MDB decidiu adotar posição de neutralidade nas eleições...

Caso de PolíciaGoiásSegurança

Homem morre baleado no rosto ao tentar mediar briga em boate de Caiapônia

Um homem identificado como Ricardo Cardoso Souza, de 34 anos, foi morto...

BrasilCulturaPolítica

Filme brasileiro O Agente Secreto é eleito um dos melhores de 2026 pela Empire

O filme brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi...

CidadesPolítica

Vereador Maia promove ação social com brinquedos e lazer para crianças do Parque Residencial Faro

O vereador Maia promoveu uma ação social destinada às crianças do Parque...