Com a chegada dos meses mais frios, pacientes com condições como fibromialgia e artrose no Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, relatam piora significativa dos sintomas. O frio provoca contração muscular e redução da circulação sanguínea, o que aumenta a rigidez articular e intensifica a percepção da dor em até 30% dos casos de dor crônica. Muitos precisam reduzir atividades diárias e buscam acompanhamento multidisciplinar para lidar com as limitações.
Relatos de quem convive com a dor
Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, paciente com fibromialgia e artrose, descreve o impacto direto das baixas temperaturas. Ela afirma que o inverno exige adaptações constantes na rotina para minimizar o desconforto.
Quando chega esta época, eu já sei que vou sentir mais dor. O frio piora tudo, parece que o corpo trava, as articulações doem mais e eu tenho que reduzir as atividades
Cláudia Cordeiro da Silva
Em outro relato, ela detalha as dificuldades específicas enfrentadas nas mãos e ombros, que afetam tarefas simples do cotidiano.
O que explica o aumento das crises
Segundo o ortopedista Felipe Dias, do HRSM, o inverno eleva o número de crises entre pacientes com dor crônica. A redução da temperatura afeta diretamente a mobilidade e o sono, comprometendo a qualidade de vida de forma ampla.
No inverno, os pacientes relatam mais crises de dor, dificuldade para realizar tarefas simples como segurar objetos, caminhar ou até dormir. Isso afeta diretamente a qualidade de vida e a rotina diária
Dr. Felipe Dias
Cláudia também destaca o suporte recebido no hospital, que a ajuda a compreender e gerenciar melhor os sintomas, mesmo diante das limitações impostas pelo clima. O acompanhamento integrado permite que os pacientes mantenham maior autonomia apesar das condições adversas do inverno.
