Há um ditado claro em Goiás: “tem boi na linha”. E na reforma do Autódromo Internacional de Goiânia, parece ser uma boiada inteira. O governo Caiado e Vilela tenta focar as atenções nas garantias de um asfalto problemático, enquanto mantém a verdadeira conta da obra trancada a sete chaves.
A manobra é usar “cláusulas de confidencialidade” com a MotoGP para blindar pagamentos realizados em euros. Se essa moda pega, qualquer gestão usará o mesmo artifício para gastar dinheiro do povo sem prestar contas aos órgãos de fiscalização e à imprensa.
Apenas na parte visível (e difícil de achar) da Goinfra/Seinfra, já foram quase R$ 400 milhões da arrecadação, incluindo a Taxa do Agro. Com a inclusão dos contratos internacionais sigilosos, a conta pode chegar a R$ 1 bilhão. Espera-se que o Ministério Público abra essa caixa-preta e traga os fatos à luz do dia.
