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Historiador francês destaca construção de Brasília como instrumento de pacificação nacional

O historiador francês Laurent Vidal destacou, na manhã de quarta-feira, 8 de julho de 2026, o papel da construção de Brasília como instrumento de conciliação nacional em meio à instabilidade institucional do Brasil. Durante solenidade realizada no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG), em Goiânia, Vidal recebeu o título de sócio correspondente internacional e analisou a iniciativa de Juscelino Kubitschek à luz do contexto político da época.

Construção de Brasília como projeto de unificação

Vidal explicou que a transferência da capital para o Planalto Central representou uma estratégia para superar divisões políticas e projetar o desenvolvimento do interior do país. O historiador ressaltou que Kubitschek via a obra como forma de promover a integração nacional e o avanço econômico em um período marcado por tensões entre forças políticas.

Kubitschek era um homem que lia muito, era um intelectual. Ele via a construção de Brasília como uma forma de unir o país, de promover o desenvolvimento do interior e de superar as divisões que existiam na época.

Laurent Vidal

Instabilidade institucional e visão de futuro

O pesquisador também abordou o ambiente de instabilidade que cercava a decisão de JK. Segundo Vidal, a mudança da sede do governo federal funcionou como mecanismo de pacificação e de orientação do Brasil para o futuro, superando conflitos regionais e ideológicos que ameaçavam a coesão do país.

Era um momento de instabilidade. Havia uma forte tensão entre as forças políticas. Transferir a capital para o Planalto Central era uma forma de pacificar o país e de projetar o Brasil para o futuro.

Laurent Vidal

Reconhecimento acadêmico no IHGG

O presidente do IHGG, Paulo Sérgio Pinheiro, destacou a relevância das pesquisas de Vidal sobre a história de Brasília e do Brasil. Ele afirmou que a presença do historiador francês enriquece os estudos da instituição e reforça a importância de compreender a construção da capital como ato de conciliação.

É uma honra receber um historiador do calibre dele, que tem contribuído tanto para o estudo da história de Brasília e do Brasil.

Paulo Sérgio Pinheiro

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