A Casas Bahia anunciou na última sexta-feira, 16 de agosto de 2026, que avalia a renegociação de suas dívidas com credores, o que pode incluir recuperação judicial ou extrajudicial. A medida surge após a empresa registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, encerrado em junho, acompanhado do fechamento de 298 lojas e da demissão de cerca de 2 mil funcionários. O varejista opera em todo o Brasil e enfrenta oito trimestres consecutivos de perdas.
Medidas de reorganização em análise
A companhia informou que estuda ações para reorganizar seus passivos, incluindo redução de estoques e revisão de custos operacionais. A auditoria conduzida pela EY reforçou a necessidade de ajustes estruturais diante do patrimônio líquido negativo. Essas iniciativas visam enfrentar o endividamento das famílias e a inadimplência persistente no setor varejista.
Pressão dos juros altos no varejo
Especialistas apontam os juros reais elevados como principal fator para a situação atual. O longo ciclo de taxas altas afetou diversos varejistas brasileiros, reduzindo o consumo e elevando os custos de capital. A concorrência intensa e as margens baixas do modelo de negócio agravaram os resultados.
Dentre as medidas avaliadas pela companhia e passíveis de potencial implementação estão medidas de reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial.
Casas Bahia
O fator determinante para a Casas Bahia estar na situação em que está hoje é o que tem afetado diversas empresas de varejo no Brasil, que é o longo e persistente ciclo de juros reais muito altos.
Alberto Serrentino
