Uma assessora de Flávio Bolsonaro tratou da liberação de R$ 199 mil em emendas parlamentares para um projeto de futebol do Instituto Ifop no bairro Taquara, no Rio de Janeiro. O projeto envolveu Robson Calixto, conhecido como Peixe e condenado pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro de 2026 pela participação no assassinato de Marielle Franco. A Polícia Federal investiga indícios de possíveis desvios de recursos públicos nas tratativas que ocorreram entre 2023 e março de 2024.
Diálogos entre a assessoria e o condenado
Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora de Flávio Bolsonaro, manteve contatos com Robson Calixto para viabilizar a liberação das verbas. As conversas incluíam pedidos de recursos e menções a possíveis vantagens, como ingressos para desfile. Os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão também aparecem citados nos registros analisados pela Polícia Federal, que apura o uso dos valores destinados ao projeto esportivo.
Investigação da polícia federal
As apurações da Polícia Federal concentram-se em sinais de irregularidades na execução das emendas. Até o momento, não há conclusão sobre o destino exato dos recursos, mas os investigadores analisam documentos e comunicações para verificar se houve desvios. A condenação de Robson Calixto pelo Supremo Tribunal Federal reforça o interesse das autoridades no caso.
Posicionamento da assessoria
A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que a responsabilidade pela execução dos recursos pertence à entidade beneficiária. O instituto Ifop apresentou notas fiscais e devolveu valores não utilizados, conforme as normas legais.
A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei.
Assessoria de Flávio Bolsonaro
