A exaltação contínua da segurança pública nas campanhas do governo estadual de Goiás esbarra agora na frieza dos números oficiais. O que a publicidade governamental tenta vender como o “primeiro lugar do Brasil” foi revelado como um cenário de meio de tabela, com deficiências sérias na transparência de dados e proteção à mulher.
A revelação ganhou eco após a participação da jornalista Fabiana Pulcineli no Papo Político (CBN). Segundo os dados apresentados, Goiás não passa da 10ª posição neste ano, tendo enfrentado uma queda abrupta para o 17º lugar durante o ano de 2024. A situação é tratada por opositores e analistas como a queda de uma farsa institucional.
Um olhar detalhado para os 11 indicadores da pesquisa revela o verdadeiro calcanhar de Aquiles do estado: os “Registros Estatísticos”. Nesta categoria, Goiás é apenas o 23º do país, mostrando incapacidade do estado de registrar seus próprios dados com eficiência. Outro ponto crítico é o de “Mortes a Esclarecer” (19º lugar), demonstrando um alto volume de óbitos por intenção não especificada.
A violência contra a mulher também não encontra a barreira prometida pelo governo: o estado amarga o 17º lugar em violência sexual e a 13ª posição em feminicídios. Com informações chanceladas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, IBGE, DataSUS e Departamento Nacional Penitenciário, fica o contraponto definitivo: o discurso de ser “o melhor em tudo” não se sustenta frente à realidade dos dados oficiais.
