A necessidade de um novo planejamento estratégico de 30 anos para Goiás foi a grande tese defendida por Marconi Perillo (PSDB), da coligação “Goiás Pode Muito Mais”, durante a sabatina do jornal A Redação, realizada nesta quarta-feira (19). O candidato alertou para a urgência de adaptação do estado à revolução tecnológica, onde as mudanças são diárias. “Hoje é difícil pensar em longo prazo […] A inteligência artificial vem para mudar tudo”, refletiu Marconi, traçando um paralelo com o seu plano original concebido em 1998.
O foco na inovação também ditará o ritmo da campanha eleitoral. O programa de governo completo será divulgado na internet, com foco em jovens, idosos e população geral. O curto tempo na televisão e no rádio atuará unicamente como uma “chamada” para as redes sociais, onde os vídeos estarão na íntegra.
“Meu foco agora é o futuro. Eu estou pensando, estou trabalhando com um projeto voltado para o futuro”, repetiu o candidato. No entanto, ele baseia essa visão de longo prazo na experiência de gestões passadas, as quais descreve como repletas de grandes entregas que transformaram a vida dos goianos. Em tom crítico à gestão atual, disparou: “Nós fizemos 100 vezes mais do que eles fizeram em todas as áreas”.
O argumento numérico é extenso. Obras como a Barragem do João Leite foram classificadas como cruciais; para ele, trata-se da “maior obra da história de Goiânia e da região metropolitana”, essencial para levar água tratada e segurança hídrica à população. Ele mencionou ainda 88 estações de tratamento de esgoto e as melhorias rodoviárias: 5 mil km pavimentados e 400 km de vias novas.
Na frente social, as realizações citadas por Marconi incluem 300 mil casas populares focadas na vulnerabilidade social e 220 mil bolsas universitárias, que trouxeram autonomia financeira a milhares de pessoas. A segurança e educação não ficaram de fora: ele contabilizou a entrega de mais de 20 presídios, 71 colégios militares e 150 escolas padrão Século XXI.
