O Ministério Público de Goiás deflagrou na manhã de terça-feira, 11 de agosto de 2026, a operação Licitação Fantasma para investigar uma suposta organização criminosa especializada em fraudes a licitações e contratações diretas ilegais por meio de atas de adesão. O esquema teria gerado prejuízo superior a R$ 14 milhões aos cofres de municípios goianos, segundo as investigações conduzidas pelo Gaeco.
A ação envolveu o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, além de seis medidas cautelares de afastamento de sigilo bancário e bloqueio de bens. As fraudes ocorreram por meio de propostas fictícias, superfaturamento e direcionamento de contratações para empresas do mesmo grupo econômico, com participação de agentes públicos e empresas de fachada sediadas no estado.
Medidas adotadas durante a operação
Os investigadores concentraram esforços em diversos municípios goianos para mapear a atuação do grupo empresarial alvo. O foco recai sobre processos licitatórios e contratações diretas realizadas de forma irregular, com o objetivo de esclarecer a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos.
Impacto das fraudes nos municípios
O prejuízo superior a R$ 14 milhões atinge diretamente as administrações locais, comprometendo recursos públicos destinados a serviços essenciais. As apurações continuam para determinar a responsabilidade de cada agente público e empresa que integrou a organização criminosa investigada.
