O governo brasileiro repudiou a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti nos Estados Unidos, classificando a medida como parte de uma escalada de ações hostis e tentativa de interferência na eleição presidencial de outubro de 2026. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota oficial na noite de terça-feira, 4 de agosto de 2026, rejeitando os argumentos americanos sobre obstáculos ao agrément do candidato a embaixador Daniel Perez. O Planalto também revogou os vistos de dois funcionários dos EUA acusados de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Posição oficial do Planalto
A nota da Secom enfatiza que a decisão americana não representa um fato isolado. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que as medidas motivadas por razões ideológicas comprometem o respeito mútuo que sempre pautou as relações bilaterais entre Brasília e Washington. A revogação dos vistos de funcionários americanos foi apresentada como resposta direta às alegações sobre o processo eleitoral.
Impacto nas relações bilaterais
As tensões ocorrem em um momento de preparação para a eleição presidencial prevista para outubro de 2026. O Departamento de Estado dos EUA ainda não comentou publicamente a contraposição brasileira. O episódio reforça o clima de desconfiança entre os dois países, com o Planalto defendendo a soberania nacional diante de qualquer forma de interferência externa.
A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom)
