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Exposição de arte sacra afro-indígena abre no Museu Antropológico da UFG

Apontamento cigano dedicado a Santa Sara Kali, no Setor Novo Mundo, em Goiânia | Foto: Marcelo Ramalho
Apontamento cigano dedicado a Santa Sara Kali, no Setor Novo Mundo, em Goiânia | Foto: Marcelo Ramalho

A exposição “Assentamentos – Arte Sacra em Terreiros de Goiânia e Entorno” chega ao Museu Antropológico da UFG em Goiânia, reunindo mais de 40 peças sacras de 16 terreiros de religiões de matriz africana e indígena. A abertura acontece nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, às 19h, e a mostra permanece aberta ao público até 9 de outubro de 2026. O projeto resulta de um levantamento de dois anos realizado em Aparecida de Goiânia, Trindade, Abadia de Goiás e Goiânia, sob curadoria do arquiteto Ricardo Braudes.

Acervo e metodologia da pesquisa

O acervo inclui objetos sagrados, fotografias históricas das décadas de 1970, documentos e elementos de terreiros. Esses itens foram coletados em trabalho de campo que envolveu terreiros da capital e da região metropolitana. A curadoria optou por apresentar as peças em seu contexto original de uso, permitindo ao visitante compreender sua função ritual e seu valor simbólico dentro das tradições afro-brasileiras e indígenas.

Objetivos culturais e educacionais

A iniciativa busca valorizar o patrimônio material e imaterial afro-brasileiro, destacar as contribuições africanas e indígenas na formação da cultura goiana e colaborar com o combate à intolerância religiosa, conforme determina a Lei 10.639/2003. A exposição também oferece nova referência de pesquisa sobre o tema e apoia o ensino de história afrodescendente nas escolas.

Ao lançar luz às peças, objetivamos trazer a público a sua real função e simbolismo agregados, no sentido de propor uma valorização dos cultos afro-brasileiros perante a sociedade goianiense, além de consolidar uma nova referência de pesquisa sobre o patrimônio estudado, contribuindo para o resgate da história goiana no cenário religioso, e para o ensino de história afrodescendente no Brasil, conforme a Lei 10.639/2003 que estabelece, na Rede de Ensino, a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira.

Ricardo Braudes

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