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Avião da extinta Vasp vira relíquia em fazenda de Urutaí, Goiás

Avião antigo da Vasp como relíquia em fazenda de Urutaí, Goiás, em paisagem rural brasileira.

Um avião da extinta Viação Aérea São Paulo (Vasp), pioneira da aviação comercial brasileira, permanece estacionado em uma fazenda em Urutaí, no sudoeste de Goiás, como relíquia de uma era dourada que terminou em crise. Fundada em 1933 por Henrique Uchôa Santos Dumont, a companhia encerrou suas operações em 2005, após décadas de expansão internacional e graves problemas financeiros. Essa história reflete os altos e baixos da aviação no Brasil, marcada por intervenções governamentais e desafios econômicos.

A fundação e o crescimento inicial

A Vasp surgiu em 1933 como uma iniciativa promissora na aviação brasileira, mas enfrentou falta de investimentos privados logo no início. Em 1934, o Governo do Estado de São Paulo assumiu o controle da empresa, impulsionando sua consolidação como uma das principais companhias aéreas do país. Sob influência de figuras como Getúlio Vargas, a Vasp expandiu rotas nacionais e se tornou um gigante do setor, conectando o Brasil a destinos globais.

A expansão internacional e a privatização

Durante seu auge, a Vasp operou voos para cidades como Los Angeles, Nova York e Miami, nos Estados Unidos, além de Osaka, no Japão, e vários pontos na Europa. A privatização em 1990, liderada pelo Grupo Canhedo sob comando de Wagner Canhedo, prometia uma nova fase de expansão. No entanto, a companhia sofreu com despesas exorbitantes, denúncias de corrupção e má gestão, o que acelerou sua decadência.

“Ela teve voos para Los Angeles (EUA), Nova York, Miami, Osaka (Japão), e Europa”

Essa declaração de Paulo Rogério Licati, piloto ex-Vasp e representante da Abrapac, destaca o alcance global da empresa em seus melhores anos.

A decadência e o fim das operações

A falta de apoio federal e interferências políticas agravaram a crise financeira da Vasp, culminando na cassação de sua autorização comercial em 2005. Apesar de sua importância histórica, a companhia não resistiu à combinação de investimentos insuficientes e problemas administrativos. Hoje, em 2026, o avião abandonado em Urutaí simboliza o legado de uma pioneira que moldou a aviação brasileira, mas sucumbiu a desafios sistêmicos.

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